Escola de Ciência Política


Rastreio de bicadas JAM
Outubro 6, 2007, 3:38 pm
Filed under: A Polis ... em Órbita

Vou aqui iniciar estas análises ao politicamente inconveniente, proferidas pelo meu mui citado mestre e inspirador deste espaço internáutico, através das suas já bem conhecidas ‘bicadas‘ na besta que nos oprime. Hoje, depois de mais um dia comemorativo da instauração do regime que implantou esta quase res pouco publica.

Já agora, passo a citar esta adjectivação, talvez ao jeito de uma insinuação fundamentada, da natureza da nossa “revolução republicana”:

“Deu-se aqui um verdadeiro cataclismo. Caiu numa manhã uma tradição de sete séculos, sacudida por um estremecimento social que só tem equivalente num tremor de terra. Rolou por terra um trono, sob uma chuva de granadas, e um rei espavorido tomou o caminho do exílio, num batel de pescadores. Tudo o que fazia a sua omnipotência caiu com ele e foi subvertido – a corte, a nobreza, o governo, o parlamento, o seu palácio e a sua guarda (João Chagas).

“Se considerarmos, a título de exemplo, as revoluções do século XX, será forçoso reconhecer que, com toda a evidência, as revoluções portuguesa e turca são burguesas. Mas nem uma nem outra são “populares”, pois a massa do povo, a sua imensa maioria, não intervém de uma forma visível, activa, autónoma, com as suas reivindicações económicas e políticas próprias, nem numa nem na outra destas revoluções. (Lenine).”

“Pretender equiparar o espírito revolucionário da Rotunda com o espírito revolucionário da Revolução Francesa é incorrer perante a sociologia e perante a história em tão imbecil equívoco como seria em zoologia o de confundir uma lombriga com uma cobra cascavel. No dia 5 de Outubro, em Portugal, não havia opressão e não havia fome… Os famosos princípio da Revolução Francesa, leit-motiv de toda a cantata revolucionária de Outubro último, são, precisamente, os que vigoram em toda a política portuguesa, desde o advento da revolução liberal de 34 até aos nossos dias (Ramalho Ortigão, em Julho de 1911).”

E agora, ou a revolução continua, ou ainda “a casa vai abaixo”!?

Quem dera!


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