Escola de Ciência Política


État, le Pouvoir, le Socialisme, 1978
Setembro 26, 2007, 4:59 pm
Filed under: Ficheiros bibliográficos

Obra de Nicos Poulantzas, onde se desenvolvem as teses de Althusser sobre os aparelhos ideológicos. Numa primeira parte analisa-se a materialidade institucional do Estado. Na segunda parte, abordam-se as lutas políticas, a ideia de Estado como condensação de uma relação de forças. Na terceira parte, o Estado e a Economia hoje, analisando-se os limites do Estado-Moloch. Na quarta parte, o declínio da democracia, sobre o estatismo autoritário. Considera que toda a teoria política, desde Max Weber, ou dialoga com o marxismo ou o ataca. Concorda com Marx, quando este atribui ao Estado uma função global de coesão e considera que o Estado possui esta função particular de constituir o factor de coesão dos níveis de uma formação social. Acentua, no entanto, que numa perspectiva antropológica esta função não é específica da forma histórica particular do poder político que é o Estado. Ela define todo o poder político, incluindo o das sociedades cujo modo de organização política não comporta qualquer aparelho de Estado especializado nesta função. Nestes termos, considera que a unidade nacional torna‑se…historicidade de um território e territorialização de uma história,em suma,tradição nacional de um território materializado no Estado nação que o reconhece quando declara que “não há teoria marxista de nação”,embora os clássicos do marxismo admitam “claramente e explicitamente a permanência da nação mesmo depois da extinção do Estado na sociedade comunista sem classes”. Do mesmo modo,o teórico comunista francês, Roger Martelli, se aceita que Marx e Engels “não elaboraram teoria geral da nação” , não deixa de desculpá‑los, interrogando‑se sobre se ” a ciência do seu tempo” lhes deu “para tanto meios?” o espaço político na Antiguidade ,como assinala Nicos Poulantzas “é um espaço que tem um centro,a polis(que tem ,por sua vez,um centro o ágora),mas não tem fronteiras no sentido moderno do termo.É um espaço concêntrico,mas aberto”.E “coloniza‑se para fundar cópias de Atenas e de Roma…as cidades estão abertas aos campos…todos os caminhos levam a Roma no sentido de que Roma está em toda a parte por onde circula o soberano” Já no feudalismo medieval o espaço político é “homogéneo,contínuo,reversível e aberto…as cidades e os domínios feudais estão abertos e voltados ,por uma série de epicentros,para esse centro umbilical que é Jerusalém” e “o corpo político de cada soberano encarna a unidade desse espaço como o corpo de Cristo‑Rei e o espaço está assinalado pelas vias do Senhor”. (O Estado, o Poder, o Socialismo, José Saramago, trad., Lisboa, Moraes Editores, 1978).

Retirado de Respublica, JAM

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