Escola de Ciência Política


RAM – Os Senhores da Guerra
Maio 4, 2007, 1:40 pm
Filed under: À espera ... do meu país

O filme de “Rei” Alberto João, A Defesa do Meu Jardim

Lembro-me de há já mais de 20 anos, no cinema do mini-centro comercial Apolo 70, ter visto “Run – Os senhores da Guerra”, de que pelo menos muitos dos que o viram certamente se lembrarão do que tratava: após a senelidade declarada do pai, os filhos trataram de definir, dentro de jogos de guerras e alianças, quem assumiria a governação do território. Logo os irmãos descendentes do governante e os respectivos séquitos de samurais se acantonaram em estratégicas e maquiavélicas arquitecturações conspirativas, num processo sanguinário fraticida, violento e herdeiro de ambições desmesuradas pelo Poder. Tratava-se de irmãos, herdeiros naturais de um regime hereditário, fortemente hierarquizado pela rigidez da piramidal estratificação social.

Nada disso se pode comparar à esmagadora maioria dos países do Mundo de hoje, muito menos aos países alegadamente democráticos, e muito menos àqueles que, como Portugal, são Estados Unitários Regionais. Mas não foi isso o que se viu desta última reportagem sobre as eleições na RAM (Região Autónoma da Madeira): a aferir ainda alguma sanidade mental ao respectivo Presidente, estamos perante um caso de ofensa à integridade do Estado, tendo presente que os “insultos” ao Estado português constituem um autêntico golpe constitucional, por violação, sobretudo, do seu artº 225 (e em especial dos eu nº 3):

Artigo 225.º – (Regime político-administrativo dos Açores e da Madeira)
  • 1. O regime político-administrativo próprio dos arquipélagos dos Açores e da Madeira fundamenta-senas suas características geográficas, económicas, sociais e culturais e nas históricas aspiraçõesautonomistas das populações insulares.
  • 2. A autonomia das regiões visa a participação democrática dos cidadãos, o desenvolvimentoeconómico-social e a promoção e defesa dos interesses regionais, bem como o reforço da unidadenacional e dos laços de solidariedade entre todos os portugueses.
  • 3. A autonomia político-administrativa regional não afecta a integridade da soberania do Estado e exerce-se no quadro da Constituição.
Ora, Sr. Presidente da República, está à espera de quê? Intervenha, por amor de Deus e à Pátria, que V. Exª sabe tão bem e melhor do que muitos que não há “povo madeirense”, mas somente povo português, esteja ele em que parte do Mundo estiver. Senão, amanhã o Algarve pede a autonomia, a favor de protectorado anglo-germânico, o Minho anexa-se à Galiza, e o resto do território que se amanhe.
O Sr. Presidente do Governo da RAM, de quem já tenho admirado alguma coragem para enfrentar alguns dos vícios político-administrativos da pretensa casta democraturista, perdeu o Norte, de modo que já não sabe virar-se para … leste. Deve, por isso, revisitar alguns dos conhecimentos a readquirir sobre a História do país a que pertence. Senão fique-se pelos sítios que, hoje em dia, estão disponíveis a qualquer um para isso. Basta ver, por exemplo, aqui.

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