Escola de Ciência Política


O Homem, a História e a Justiça
Março 30, 2007, 8:03 pm
Filed under: À espera ... do meu país
Ouvindo relatos do outro lado do Mundo português!
Continuo atento às novidades que JAM nos vai dando, do outro lado do Atlântico, e apenas aqui posso e devo apontar o episódio, o fenómeno e o absurdo que cobre os factos mediocráticos a que vamos assistindo, neste desabrochar da vergonha com que os científicos esquerdismos da nossa desgraça pintaram a nossa história dos últimos cem anos.
Por isso, vou dedicar, neste blogue, mais um tema às categorias temáticas (a iniciar com este postal), só para tentar referir o que socialmente tem relevância e cabimento na postura do “Publicista”, relativamente ao que seja aceitável dizer-se que o país espera e não alcança! Penso que social, politologica e historicamente atravessamos um período atinente a esses reparos. E por isso designo assim este tema: «À espera do meu país»! Porque sou português, latissimu sensu!
Mas não dou vivas a Salazar, como alguns, por ventura, já queiram fazê-lo. Apenas aponto a pertinência sócio-histórica deste episódio, no Rio de Janeiro, que, não tendo forçosamente a ver com o tal fenómeno de que todos temos sido vivos testemunhos nas últimas semanas, é para muitos um absurdo que só tem explicação por recorrência a uma eventual paranóia colectiva! Porque esses mesmos se esquecem facilmente, naqueles lapsos de memória que caracterizam a pequenez de quem, querendo ser o que apenas existe no seu imaginário, nunca provou o sabor da verdadeira coragem de se assumir por aquilo que realmente é e, acima de tudo e ainda pior, não podem saber o que é perder porque nunca tiveram nada, a não ser a respectiva inveja e cobiça do alheio! É neste lodaçal da nossa psique colectiva que encontramos a explicação para tão cobarde fuga às nossas responsabilidades sociais, com que diariamente alimentamos o monstro a que os hipócritas têm, injustamente, chamado democracia!
Caetano “vanguardista e derrotado político”
30.03.2007, Nuno Amaral, no Rio de Janeiro
Terá sido Marcello Caetano um vanguardista ideológico e simultaneamente um derrotado político? “E julgo que foi isso mesmo. Ele quis democratizar, quis arejar a sociedade, mas estava refém dos aparelhos repressivos e dos “senhores da guerra””, defendeu esta quarta-feira à noite o secretário da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, José Adelino Maltez , no Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro. José Adelino Maltez sublinhou também que Marcello Caetano escolheu, antecipadamente, os “futuros políticos” do pós 25 de Abril. “Isso é um facto, ele era uma homem de visão. Reparem: Adriano Moreira, Francisco Sá Carneiro, Veiga Simão e tantos outros foram chamados para a política por Marcello Caetano”, afirmou. Só que, salientou, “na prática a teoria foi outra”. Ficando assim adiada a “primavera marcelista”.
Mais contundente na defesa, Rui Patrício, último ministro das Relações Exteriores de Caetano, expôs o “orgulho desmesurado” em ter integrado “aquele fascinante projecto político”. E deixou alguns recados aos críticos do sucessor de Salazar: “Quem participou activamente na balbúrdia da descolonização não tem autoridade moral para acusar Marcello Caetano de incoerência.”O antigo ministro sustentou ainda que Portugal vive sempre “dramas” nas “encruzilhadas de transição de poder”. Mesmo na história recente, advertiu. “Os regimes em Portugal não caem devido à oposição, caem de podres. Ultrapassam o prazo de validade”, vaticinou.No salão nobre da maior biblioteca portuguesa fora do território nacional, dezenas de portugueses e luso-brasileiros assistiram à conferência que devia ter-se realizado em Agosto passado, a data em que se assinalaram 100 sobre o nascimento do professor de Direito. Devido à discrepância temporal, todos os presentes esforçaram-se por vincar que a data não estava ligada à eleição de Salazar como “o maior português de sempre”. Na data correcta registou-se um imprevisto e muitos intervenientes não puderam participar
.”
Assim, resta-me enquadrar, neste primeiro post deste tema, e por ordem cronológica da sua concepção, três ideias fundamentais: primeiro o Homem, que a partir do momento em que foi possível conhecer o seu persurso, criou essa necessidade de se reconhecer no tempo e no espaço, inventando a História, a qual nem com todos os recursos científicos é capaz, em cada momento de qualquer lugar, de fazer toda a devida Justiça sobre os factos a que se reporta! O episódio referido é um actual testemunho dessa falibilidade! Para muitos ajustadamente conveniente!!!

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