Escola de Ciência Política


Integration (Parsons)
Outubro 4, 2007, 11:41 pm
Filed under: Contributos sociológicos
Uma das quatro funções que cabem ao sistema social na relação com o respectivo ambiente. A primeira das funções voltadas para as relações internas, pela qual o sistema social tende a integrar ao máximo todas as respectivas tendências internas que correm o risco de marginalizar-se ou de ser colocadas fora do sistema. Eis a função de integração (integration) que representa o nível de compatibilidade que caracteriza as relações internas dos elementos de um determinado sistema, correspondente ao subsistema social, à socialização propriamente dita.

Retirado de Respublica, JAM



Interaccionismo simbólico
Outubro 4, 2007, 11:38 pm
Filed under: Contributos sociológicos

Doutrina assumida pela Escola de Chicago nos anos trinta, cunhada por Herbert Blumer, segundo a qual os indivíduos não são simples reflexo dos factos sociais, antes os produzindo pelas respectivas interacções. Um grupo existe quando os respectivos membros desenvolvem uma compreensão semelhante de determinada situação. O objecto principal da sociologia deveria ser o de se estudarem os pontos de vista e as representações dos diversos actores sociais. Segundo Robert King Merton, se os homens definem as suas situações como tais, elas são reais nas suas consequências.

Ver Elias, Norbert

Retirado de Respublica, JAM


Indivíduo e a sociedade
Outubro 4, 2007, 1:34 pm
Filed under: Contributos sociológicos

— O político e não a sociedade ou o Estado como a matéria nuclear da ciência política.

— Do zoon politikon de Aristóteles ao animal social de S. Tomás. O social como o natural e o político como ordem artificial, como a criação de novos laços por cima do social (tese de Hannah Arendt).

— A invenção do político. A transformação da volonté de tous na volonté générale, o civismo e a conquista da cidadania (Rousseau). O contrato social como uma espécie de criação continuada da realidade política (Fichte).

— Do pessimismo antropológico ao optimismo da pessoa. Individualismo e colectivismo.

— As ordens espontâneas e as organizações. Distinção entre cosmos e taxis. O político como produto da acção dos homens e não das respectivas intenções.

Individuo como ser de necessidades BENTHAM, 113, 794

Indivíduo como unidade básica da sociologia WEBER, 33, 217


Indivíduo

Deriva de indiviso, um todo, completo, indiviso em si e dsitinto de todos os outros.

Indivíduo geográfico A qualificação do Estado feita por Kjellen.

Indivíduo moral Oliveira Martins considera a nação como um grande indivíduo moral.



Evolução pela unificação
Setembro 27, 2007, 12:53 am
Filed under: Contributos sociológicos

Para Etzioni as estruturas sociais não evoluem apenas através da cisão e da incessante especialização. Muitas vezes evoluem pela unificação, acrescentando novas estruturas destinadas a cumprir funções novas que não existiam em germe no contexto histórico precedente.

Retirado de Respublica, JAM


Etnocentrismo
Setembro 26, 2007, 5:11 pm
Filed under: Contributos sociológicos

Atitude em que se julga as sociedades de diferente civilização, segundo os critérios daquela a que pertencemos. Esta atitude de quase despreza pode também manifestar-se numa sociedade complexa relativamente a grupos profissionais, económicos ou outros, diferentes do nosso.

Retirado de Respublica, JAM


Etnia
Setembro 26, 2007, 5:10 pm
Filed under: Contributos sociológicos
Termo cunhado pela antropologia, em contraposição ao de raça. Se esta define um grupo por referência a critérios biológicos, já a etnia tem em vista critérios culturais, como a língua, a história, as crenças e o sentimento de pertença a uma determinada comunidade.

Retirado de Respublica, JAM




Estrutura
Setembro 26, 2007, 11:14 am
Filed under: Contributos sociológicos

Para Claude Lévi-Strauss, a estrutura é um modelo construído relativamente à realidade empírica, a matéria prima das relações sociais. A estrutura não faz assim parte da mesma realidade empírica, um supra-objecto, um sistema de relações, que está latente no objecto, mas separado dele. As estruturas são, assim, estruturas mentais, noções de tipo matemático, mera linguagem, simples conjunto de objectos abstractos. Deste modo, considera que o social não é o real, senão integrado em sistema. Já para Georges Gurvitch, a estrutura é um sistema de relações sociais efectivamente existentes. Radcliffe-Brown fala em estrutura para referir um acordo de pessoas que têm entre elas relações institucionalmente controladas ou definidas. Talcott Parsons, por seu lado, considera a estrutura social como uma combinação e diferenciação de instituições.

Estrutura económica da sociedade

– Marxismo,49,306

Neste sentido,Marx assume‑se como anti‑estatista.Face ao respectivo conceito amplo de sociedade civil,o Estado será naturalmente desvalorizado. Uma expressão que o próprio Marx vai abandonar,já que em obras posteriores utiliza as expressões “base económica da sociedade” e “estrutura económica da sociedade” como sinónimos daquilo que designava por “sociedade civil”. Para Marx o Estado não passa de um “céu da sociedade civil,tão espiritualista quanto o céu é para a terra”.Porque o Estado é mais aparência do que essência,sendo o verdadeiro ópio da sociedade. Marx,com efeito,considera que anatomia da sociedade civil só pode ser feita através da economia política:”família e sociedade civil aparecem como a sombra funda da natureza donde se alumia a luz do Estado”.Para ele “o ponto de vista do novo materialismo é a sociedade civil”.Assim se cumpre o estabelecido por Feurbach :”a crítica do céu transforma‑se em crítica da terra,a crítica da religião em crítica do direito,a crítica da teologia em crítica da política”.Neste sentido “os direitos do homem distintos do cidadão não são outra coisa senão os direitos dos membros da socieade burguesa,isto é,do homem egoista,do homem separado do homem e da comunidade”.

Estrutural-funcionalismo

(structural-functional analysis, structuro-fonctionnalisme em francês)

Movimento nascido do funcionalismo antropológico de Radcliffe-Brown que marcou a sociologia e a ciência política norte-americana dos anos cinquenta, destacando-se Talcott Parsons, Arthur Fisher Bentley e Charles E. Merriam. A função passa a ser vista em termos teleológicos, como a contribuição que uma actividade parcial oferece à actividade total da qual é parte. Há uma certa tendência organicista, quando se faz uma analogia da estrutura social e da estrutura orgânica. Fala-se no sistema como unidade funcional, considerando-se, como Radcliffe-Brown, que a realidade concreta é, não uma entidade, mas um processo, o processo da vida social. O processo em si mesmo consiste num imenso número de acções e interacções de seres humanos agindo como indivíduos ou em combinações de grupos.

Retirado de Respublica, JAM



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